Por Equipe JK
| Por: Adalberto Luque |
Uma mulher de 45 anos foi presa, na noite desta quarta-feira (16), após jogar o carro que conduzia contra uma viatura da Polícia Militar e uma moto. A confusão ocorreu na avenida Antônio Inforçatti, em Monte Alto, região metropolitana de Ribeirão Preto.
De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.), Elisangela Nunes Rodrigues acionou a PM alegando ter sido vítima de furto de uma motocicleta sua. À PM, ela disse que o responsável pelo furto estava em uma adega e indicou o local.

Ao chegarem lá, Elisângela, exaltada, começou a discutir com Kauã de Souza Fernandes, de 21 anos. Durante a discussão, o rapaz esclareceu que havia comprado a moto com defeito, se comprometeu a reformar e deduzir o valor gasto do total da moto. Fernandes alegou que ela teria se arrependido e tentou retomar a moto.
Diante da atitude violenta, os PMs orientaram o jovem a tirar a moto do local. Neste momento, a mulher voltou a seu carro e, fazendo uma manobra brusca, jogou o carro contra a moto, mas atingiu outra motocicleta, uma Honda XRE 300, de um amigo de Fernandes.

Depois de atingir a moto, o carro bateu na viatura da Polícia Militar, que estava estacionada e com sinais luminosos A mulher voltou a manobrar, acelerando e voltando na contramão de direção da avenida, atingindo novamente a viatura, com violência.
Com o impacto, o airbag foi acionado e o PM Paulo Henrique Siqueira, de 55 anos, que estava na viatura, sofreu ferimentos na cabeça, braço e perna. Um tiro de advertência chegou a ser disparado para o alto, mas a mulher não parou e ainda atingiu a fachada da adega, quando o VW Gol em que estava acabou danificado e parou.
Presa pelos policiais militares, foi levada para a delegacia da cidade. Elisângela foi presa em flagrante e encaminhada para uma unidade prisional, permanecendo à disposição da Justiça. Segundo o delegado Marcelo Lourenço, ela deve responder por dano simples, dano qualificado de bem público e lesão corporal majorada por ferir um policial militar.
Durante o flagrante, Elisângela alegou que estava sob efeito de um medicamento tarja preta. Em audiência de custódia, a mulher foi liberada para responder ao processo em liberdade. Ela deverá cumprir algumas medidas restritivas, como entregar sua Carteira Nacional de Habilitação e comparecer prazos estabelecidos ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Monte Alto. A defesa de Elisângela não foi localizada.
